sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Pimp my provérbio...







O que vos tenho para oferecer hoje, é estupidez no seu estado mais puro.Criei um exercício de idiotice, como há muito não há memória. Rufo de tambores: apresento-vos o tunning de provérbios. 

O que me proponho fazer é pegar em adágios que todos conhecem e espetar-lhes um aileron, quitar as velhas máximas com woofers, sub woofers, mega woofers. Podia dar-me para andar atrás do presidente da junta a cantar  a pedra filosofal, mas não. Deu-me para isto...

Então cá vai. Em itálico, o up-grade (ou down grade, you tell me...):


A cavalo dado, junta-se molho de tomate, massa, queijo ralado e vai ao forno 20/30 minutos.

Casa roubada, nomeação para secretário de Estado à porta.

A ocasião faz o administrador do BPN.

A licenciatura do Relvas tem perna curta.

Águas passadas não movem o Jorge Palma.

Agora é que a Ana Malhoa torce o rabo.

Mais depressa se apanha um Lance Armstrong, que um plantel do Sporting.

O Oscar Pistorius de manhã é ouro, ao meio-dia é prata, à noite mata. 

A pressa é inimiga do orgasmo.


Então, não vos enganei, verdade? É ou não é do mais parvo que anda aí na praça? É certo que volvida uma semana em que a net foi invadida por vídeos de indíviduos, que aparentam estar a levar choques eléctricos no períneo, a parada estava alta. Mas como uma vez ouvi dizer (já não me recordo se foi um jogador de futebol, um concorrente de um reality show, ou uma alfarroba, varreu-se-me...), dei o meu melhor de mim.

 E sobre tunning de provérbios, por hoje, é o que se me oferece dizer.




terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Já foste...








Eu sei que o desemprego neste momento é um flagelo quase tão grave como os blazers do Goucha. Que quem tem um emprego deve rezar uma Avé Maria e três Pais Nosso todos os dias, ao mesmo tempo que dá dois mortais encarpados e um flick flack de costas, como forma de agradecimento. Eu sei disso tudo.

Mas caso não tenham reparado eu sou do contra, ou então sou só parva, agora escolha (que saudades de ver a Vera Roquette, enquanto comia pão com Tulicreme...)! Por isso o post de hoje é serviço público: uma minuta para se despedirem desse emprego que vos dá o mesmo prazer que degustar um risotto de tijolos. Está por aí alguém que gosta tanto do que faz como de lamber sabão Clarim? Este post é para ti, jovem (isto soou um bocadinho a anúncio para recrutar GNR's, não foi? Cool!)!

E sobre trabalhos que nos fazem rejubilar, tal qual oito horas a rebolar numa cama de pregos, é isto que se me oferece dizer:


Exma. Entidade Patronal,

Pensei muito e tomei uma decisão. Não foi fácil, mas creio que é o melhor para os dois: quero o divórcio, quero eu dizer, apresento a minha demissão. O motivo parece-me óbvio: diferenças irreconciliáveis. 

O problema não és tu, sou eu. Sou eu que já não te posso ser fiel. Fui eu que me enganei ao longo de todo este tempo, tentando convencer-me que mesmo sem amor, quero eu dizer, vocação, poderia dar certo. Estava errada, tão errada...

Mas está na hora de acabar com este casamento de fachada, quero eu dizer, com este contrato sem termo. Não te quero magoar,mas não seria honesto da minha parte continuar a viver nesta farsa. Certamente não faltarão candidatos a ocupar o meu lugar, e dar-te-ão o devido valor.

Os meus amigos há muito suspeitavam, viam-me triste, cabisbaixa. As opiniões dividem-se entre os sonhadores e os cépticos. Uns acham que eu posso ser feliz com outra, outros acham que eu não arranjo melhor (terão também casamentos de conveniência, quero eu dizer, trabalhos que não suportam?).

Custa-me a admiti-lo, mas de facto foi o dinheiro que me moveu. Ofereceste-me estabilidade, segurança... Sem paixão, tudo não passou de uma união por interesse. De todo o modo, cumpri com os deveres celebrados no dia em que nos casámos, quero eu dizer, em que assinei o contrato. Foi um dia bonito, cheio de esperanças e sonhos, aliás, como são sempre estes dias.

Mas tu também tens a tua quota-parte de culpa. Rapidamente perdeste o interesse, e começaste a tratar-me como mais uma, e não Aquela. Fizeste-me sentir substituível, descartável, e não há mulher nenhuma, quer dizer, colaboradora, que goste de se sentir assim. 

Espero que fiquemos amigos, quero eu dizer, que consigamos uma rescisão amigável. Não te quero mal, mas já não te posso ver.


Cordialmente,


(assinatura)

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Notícias Extra, das mais ordinárias

 





"Só quem não decide, é que não erra!"
 
 
Bonita frase, não? Profunda mesmo, dirão. De facto é profunda, pois se alguém percebe de buracos é o autor da mesma: Pedro Passos Coelho. E a que propósito vem citada frase perguntam vocês em coro? Sim,  escusam de estar a fazer pouco, há  toda uma multidão a ler isto no Burkina Faso, onde os meus escritos têm muita saída. Não sou nem a primeira nem a última que não merece o reconhecimento dos seus compatriotas, e é no estrangeiro que atinge o estrelato: podemos dizer que sou como os Moonspell da escrita, mas gasto significativamente menos em eyeliner.
 
 
Voltando à vaca fria (neste caso ao boi), escolhi esta frase porque decidi hoje escolher algumas notícias para destacar aqui na minha chafarica. Podem não ser as mais importantes, as mais polémicas ou podem mesmo achar que não interessam nem ao menino Jesus, mas a minha consciência ditou-me esta escolha e eu obedeci. Lá está, deve ser mais ou menos este o mecanismo de decisão do Passos Coelho, só que na ausência de consciência arranjou uma alemã para cumprir à função.
 
 
E os destaques são estes:
 
 
Viajava com doentes pelo “turismo sexual”:  Ex-autarca do Alandroal João Nabais começa a ser julgado em fevereiro
 
Ora aqui o nosso benemérito autarca levava munícipes a Cuba para tratamentos oftalmológicos, e de caminho gastou mais de 100.000 dos cofres do Alandroal a lavar a sua própria vista com Consuelitas, e Mari Carmens, e Paquitas  e... O Sr. José e a D. Maria vieram de Cuba com menos dioptrias, e o Presidente trouxe de recuerdos sífilis e gonorreia.
 
 
José Manuel Coelho veste-se de ‘irmão metralha’
 
Ora aqui o nosso amigo foi condenado a pena suspensa, basicamente por chamar os bois pelos nomes (quando falo de política vou sempre parar à temática do gado, será coincidência?). Vai daí, o amigo Coelho decidiu ir para o Parlamento Regional vestido de presidiário (nota: sim, ele está de presidiário e não de metralha, sr. jornalista). Se a moda dos disfarces pega entre os nossos polícos... Já estou a imaginar a nossa Assembleia: o Passos Coelho disfarçado de Pavarotti, já que gosta tanto de cantar, o Paulo Portas de Catherine Deneuve já que gosta tanto de...
 
 
Maçonaria ‘namorou’ Passos e Seguro
 
Para além do péssimo gosto para os aventais (que aquilo não lembra nem ao diabo, completamente demodé), olha que belo par de jarras eles foram namorar. Sim, eu sei, não é um namoro na verdadeira acepção da palavra, estava a fazer uma piadola. Eles estavam interessados no capital intelectual dos líderes partidários. Espera aí, estavam interessados no capital intelectual! Ha, ha, ha, ha, ha, ha, ha, ha, ha, ha, ha, ha, ha, ha, ha, ha, ha, ha, ha, ha, ha,ha, ha, ha, ha, ha, ha, ha! Pronto, já chega.

 
Izmailov falha encontro com V. de Setúbal: Russo era do Sporting aquando do adiamento do jogo
 
Esta notícia parte claramente de um pressuposto errado: o Marat "Ai, que me dói" Izmailov ou Izmaylov não é, nem nunca foi do Sporting. Durante 99% do tempo que vestiu verde e branco, o russo tinha a atitude em campo, tal qual aquela mulher que ao chegar à cama e sentir o bafo quente do senhor lá de casa no pescoço, é assolada pela "maldita dor de cabeça". E depois passa a noite a sonhar com o George Clooney.
 
 
E por hoje, foi o que me ofereceu dizer.
 
 

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Eu, jagoza, me declaro!

 
 
                        Ericeira
 
 
 
Às vezes, o Facebook pode ser uma coisa bestial. E não, não estou a falar de imagens de gatinhos, frases cheias de verdades absolutas, fotografias "do comer", vídeos que dão à idiotice toda uma dimensão intergalática... Bem, acho que este assunto terá de ficar para uma próxima. Lembrete mental, check. 
 
 
Como eu dizendo, ainda é possível encontrar coisas efectivamente interessantes na rede. E foi o que aconteceu quando me deparei com estes Clássicos da Ericeiramote para o post de hoje. Bem escrito, com bons conteúdos, e ainda por cima, falou-me ao coração. Sim, eu tenho coração, apesar dos meus ódios de estimação por vezes me obrigarem a derramar descargas de bílis. Há quem tenha alergia aos fenos, a mim a estupidez faz-me espirrar post's.
 
 
Adiante, embora não seja jagoza de nascença (jagoz/jagoza:termo coloquial que se atribui aos naturais da Ericeira), esta terra adoptou-me de tal forma que pouco tempo depois de  cá aterrar, não consigo viver sem algumas coisas: os meus próprios clássicos da Ericeira. A saber:
  • Acordar a ver a minha praia, sentar-me na minha esplanada e ouvir os surfistas e os pescas a mandar bitaites. Embora de maneiras diferentes, igualmente prazeirosos de se ouvir;
  •  
  • Beber  a minha bica pingada no "Pão da Vila" e das duas uma: comer uma bola de berlim e auto-flagelar-me durante o resto da manhã, ou resistir e passar o resto do tempo a babar-me para a vitrine, qual oásis no deserto;
  •  
  • Ir ao mercado comprar legumes e ser tratada por "filhinha" e "minha querida", enquanto me estendem molhos de salsa e coentros a custo zero. Sim, eu sou tuga, uma bela borla é coisa para me deixar feliz;
  •  
  • Entrar no mercado, no andar do peixe, e ter as peixeiras a enfiar-me guelras de todo o tipo de peixe pelas retinas e/ou narinas adentro, de forma a comprovar a frescura: "Ó menina, este sargo ainda mexe!";
  •  
  • Ir á Loja da Amélia, onde a própria da Senhora nos trata como se estivéssemos a entrar na sua sala de estar. Comprar as melhores azeitonas do mundo, e usufruir duma verdadeira Torre de Babel de pronúncias, onde se ouvem locais "né, prima" e tios "Pl'amor de Deus, não tem xuxu?" (sim, eu ouvi isto, não é caricatura!);
  • Lagartar numa qualquer esplanada dos Navegantes, enquanto se lê o jornal, um livro ou simplesmente se aprecia a conversa dos adolescentes da mesa ao lado, que dizem mais vezes "tipo" que o Vítor Gaspar diz "corte".
  • Aproveitar aquele solzinho de Março/Abril, que nos faz tirar a toalha de praia do armário, pouco depois de ter arrumado a árvore de Natal na dispensa. Ao mesmo tempo, ser jagoz é ir para a praia em pleno Querido Mês de Agosto, sabendo à partida que a qualquer momento pode começar a chover como se não houvesse amanhã;
  • Apoiar o  Grande Ericeirense, ver os jogos com  o melhor do ambiente de Liga dos Últimos (vamos em terceiro, atenção!): minis, sexagenários a gritar "És um ganda ranho!" , bifanas, ameaças de decapitação ao guarda-redes da equipa adversária... Que melhor maneira de passar um domingo à tarde? Força, Frente Jagoza!
  • Ir beber só uma mini ao final de tarde a Ribeira d'Ilhas, e chegar a casa às quatro da manhã a fazer a mais perfeita das imitações da filha do Eusébio. E polémicas municipais à parte, a tradição vai continuar a ser o que era, apenas mudou para São Lourenço;
  • Jantar no Monsieur Gerard, ser recebida com aquele adorável sotaque e ver como até mesmo a Ericeira pode ser cosmopolita: comer uma especialidade turca, servida por um luxemburguês, na costa portuguesa. Como não cair de amores por um sítio destes? Já para não falar do tinto da casa! Enfim...
  • Last, but not the least, my personal favorite: YouTube ao vivo nas Furnas. Juntar um dia de mar bravo e turistas a tentar captar belos momentos kodak na arriba. Encontrar um assento confortável e disfrutar o espectáculo: molhas verdadeiramente épicas. Ha, ha, ha, ha, ha, ha, ha (imaginar riso maquiavélico)!!!!
  •  
E sobre a minha Ericeira, foi o que se me ofereceu dizer.
 

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Desejos para 2013...

 
 
 
 
 
Coincidência das coincidência, tinha hoje pensado escrever sobre gajas. O que os homens pensam das gajas, o que as gajas pensam das gajas, que tipo de gaja sou eu... Podia-me dar para outra coisa qualquer, como por exemplo ir passar a passagem do ano ao Rio  de Janeiro, num hotel de 2000 euros por noite, com o Dias "Não é que se me varreu o que é a SNL" Loureiro. Mas como já escrevi em tempos o Relvas tem qualquer coisa que eu não tenho.
 
 
Mas conforme ia dizendo, estava eu a pensar debruçar-me sobre a temática do gajedo e deparo-me com este extraordinário vídeo, e pensei: "Alto e pára o baile! Não avistava ninguém tão eloquente, desde, desde... Já sei! Tem a eloquência daquele tamboril fresquinho que comprei o mês passado". Este vídeo veio ainda resolver um dilema pessoal, com o qual me confrontava há muito. Sempre tive alguma dificuldade em definir o conceito de infinito, em quantificá-lo. A partir de hoje isso acabou: a estupidez da Pepa dá-me a exacta percepção do infinito. E só lhe posso agradecer  por isso.
 
 
Vou escusar-me a mais considerações sobre este tema, pois acho que já tudo foi dito e não me parece que haja assim tantos ângulos para analisar, tendo a cachopa visada a espessura intelectual de uma folha de papel vegetal. Vou no entanto tomar a liberdade de me armar em RTP Memória (o que eu gosto de ver as reposições dos Jogos sem Fronteiras: os tugas a dar grandes abadas a San Marino, o Eládio Clímaco dentro do armário...)  e partilhar um post que escrevi em tempos sobre blog's de gaja, numa das  mais bem frequentadas residências desta nossa blogosfera, que me parece adequado ao contexto (logo após este texto, sem direito a intervalo).
 
 
Concluo com a seguinte mensagem para a Samsung, patrocinadora desta e de outras pérolas, fruto da campanha "Desejos para 2013": Muito embora a máxima "Não há má publicidade" se aplique aqui de forma clamorosa, quanto a mim não há dúvida que poderiam escolher alguém que tivesse efectivamente algo a dizer. Ao contrário do que nos querem fazer crer, o que não falta em Portugal são pessoas inteligentes com ideias para partilhar, ao contrário da Pepa. Quanto à blogger, o que se me oferece dizer é: já vi mentes mais activas num frasco de formol.
 
 
E sobre tipo malas clássicas que ficam bem com tudo, foi o que se me ofereceu dizer.
 
 
 
Cá vai então o post antigo, que foi só 30 segundos ao micro ondas para apanhar um calorzinho. Bom proveito!
 
 

Aviso à navegação: isto não é um blog de Gaja

 
Conhecem a história da Cinderela versão 2010? Não? Passo a relatar:
 
Era uma vez A Gaja. A Gaja chamava-se Cinderela, Cin para os amigos. A Gaja Cinderela tinha um emprego entediante, mal pago, e que não a fazia sentir-se realizada. Não que ela se esforçasse muito (nem muito nem pouco a bem da verdade) para progredir na carreira. Aliás a alcunha dela era Miss Serviços Mínimos. Um corte de papel era o suficiente para accionar o seguro para acidentes de trabalho. Para isso e para uma semana de baixa em casa, a reler a obra completa da Margarida Rebelo Pinto.
 
 
Curiosamente, apesar do seu salário corresponder a 2 horas no SPA que ela frequentava (por necessidade absoluta é claro, ela não podia viver sem o seu "Envolvimento em Algas Orientais" semanal, simplesmente não podia), a gaja conseguia manter um estilo de vida que faria a Victoria Beckham corar. Ora vejamos:
- Mora num duplex no Chiado, cujo valor é superior ao PIB do Burkina Faso.
- É cliente frequente de restaurantes em que o nome dos pratos e a extensão de dígitos na conta são mais longos que os nomes dos filhos do D. Duarte e da Isabelinha, e a quantidade de comida é inversamente proporcional.
 
- O guarda roupa dela foi avaliado num valor semelhante à ala Egípcia do Louvre, e a quantidade de sapatos é superior ao número de japoneses de máquina em punho em frente à Mona Lisa.
- A sua religião também tem um Santíssima Trindade: Cabelos, Manicure, Maquilhagem. É mais fácil encontrar um milímetro no corpo da Betty Grafstein que nunca tenha visto um bisturi, que um descuido no penteado, unhas ou gloss d'A Gaja. Tudo graças a uma parafernália de produtos cosmésticos high-tech. E high-price, como é óbvio.
 
 
Um belo dia, A Gaja entregou um recado ao chefe com um nome e um número de telefone, o que para a Gaja representava um desafio da magnitude de uma travessia do Canal da Mancha a nado. O Chefe (que a tinha recrutado não tanto pelos valores presentes no certificado de habilitações, mas mais pelo 36 Copa C que se lhe adivinhava debaixo da blusa) disse-lhe: "Escreve muito bem!". Este elogio tratava-se claramente de uma alusão à caligrafia, a qual A Gaja tinha aperfeiçoado em detrimento da ortografia. Mas não foi isso que ela depreendeu.
 
 
E então pensou: É isso. É isso que eu preciso de fazer. Vou escrever. É isso mesmo, vou escrever. Ainda para mais os blog's são tão trendy, não podiam ser mais fashion! E vai daí cria um blog sobre... Sobre... A sua vida. Para quê cansar os neurónios com mais, com um material tão precioso, tão à mão de semear.
 
 
E assim foi, criou um blog sobre a sua vida, isto é, sítios trendy, spot's fashion, um manancial de informação sobre as roupas, os cremes e todos as outras coisas que um cartão de crédito pode comprar e que indubitavelmente mudaram a sua vida. Ou seja, mais publicidade que as Páginas Amarelas.

And last but not the least, não nos podemos esquecer do mais importante no blog d'A Gaja: As Relações/ Os Sentimentos d'A Gaja. Ou para ser mais rigorosa: Os Gajos d'A Gaja e/ou os Gajos que a Gaja queria mas não conseguiu pôr a unha. Relativamente a este tema há duas possibilidades:
 
- Quando está apaixonada: " O amor é a melhor coisa do mundo (...), só ele me fez sentir mulher e me leva ao céu todas as noites só com um olhar. O melhor amor não é o primeiro, é o último (...) agora sim encontrei o homem da minha vida! E tenho a absoluta certeza que é para sempre (...) a paixão só morre se nós deixarmos."
 
- Quando levou com os pés/apanhou-o com outra/percebeu que ele cheirava mal dos sovacos: "Agora sim sou uma mulher plena (...) sou livre e posso cuidar de mim e preocupar-me realmente comigo! Sou muito mais feliz sozinha (...) e hei-de encontrar alguém que me mereça, embora não precise de um homem para rigorosamante nada, desde que inventaram os massajadores faciais! Foi bom enquanto durou (...) o tédio matou a relação inevitavelmente!"
 
 
E basicamente foi isto. Os seguidores empolgados são mais que muitos, as revistas cor de rosa fúcsia anunciam o endereço do blog como a melhor invenção depois da roda, o Santo Graal, o elixir da eterna juventude. Vem o livro do blog, recebe mais convites para festas que uma ex-mulher/ex-namorada/ex-one night stand de jogador de futebol e A Gaja vive feliz para sempre...
 
 
Pelo menos até perceberem que ela não é nada sem o corrector ortográfico do Windows, e que existem pelo menos 756 Gajas iguais a ela só no concelho da Amadora, a fazer mais do mesmo...
 
 
 
                                  

domingo, 6 de janeiro de 2013

Porque hoje é domingo, eu Jó me confesso...






Porque hoje é domingo, e apenas e só por isso, gostaria de partilhar convosco uma  teoria com a qual me ando a debater de momento. Não se trata de uma teoria da conspiração, atente-se. Qualquer possibilidade de me assemelhar ao Mel Gibson é coisa para me tirar o sono durante a próxima década. E o que eu gosto de dormir... Gosto quase tanto de dormir como a Teresa Guilherme gosta da Selecção Sub-21 (de qualquer país, suspeito).
 
 
Para quem não sabe, eu sou sportinguista. Lagarta. Verde de corpo e alma. Sou tão sportinguista, tão sportinguista que passei a apreciar o trabalho do Tomás Taveira, desde que desenhou o Alvalade XXI. E não estou a falar do trabalho cinematográfico, o qual não deve ser desprezado. A indústria de óleo de amêndoas doces devia erguer uma estátua ao arquitecto, que de forma tão altruísta levou este produto tão português mais fundo.
 
 
Sou tão sportinguista, tão sportinguista que consigo ouvir o Miguel Ângelo a cantar o Sopro do Leão, sem me bolsar. E atenção que sou apologista da tese de Ricardo Araújo Pereira, que como fulgurante estrela Pop, o vocalista dos Delfins já nos está a dever uma overdose fatal há mais de duas décadas. E o Miguel Gameiro, um salto de queda livre sem páraquedas . E o Paulo Gonzo, uma asfixia erótica levada longe demais. Digo eu...


Bem, mas deixemo-nos de pensamentos felizes. Conforme ia dizendo, sou sportinguista até ao baço, e como é óbvio não sou indiferente à verdadeira hecatombe que está a assolar o meu clube. É tão seguro manter o Godinho Lopes na chefia do SCP, como pôr o Carlos Cruz a treinar as camadas jovens. Está mais que visto que alguém vai acabar entalado...


Então, cá vai a minha teoria que está-se a fazer tarde e tenho de ir pôr o jantar ao lume: ser sportinguista é ter uma costela de Jó. Conhecem o Jó? Não, não é aquele gajo de Odivelas que desbloqueia telemóveis por 10 euros. Jó é uma personagem bíblica. Embora eu não seja católica, acho a Bíblia uma boa fonte de material, tipo as novelas da TVI. É grande que nunca mais acaba, os enredos não fazem  sentido, são sempre as mesmas caras, resumindo, um fenómeno de audiências.


Para quem não viu este episódio, a história de Jó é mais ou menos isto: Jó levava uma vida de lorde, tinha dez belos filhos e possuía sete mil ovelhas, três mil camelos, quinhentas juntas de bois e quinhentas jumentas (sei que parece a descrição da plateia de um congresso do PSD, mas acho que o congresso leva mais jumentos). E para cúmulo dos cúmulos era um gajo certinho, ao estilo vizinho do Homer Simpson. Ora Deus exibiu Jó a Satanás como a última Coca-Cola do deserto, ao que Satanás responde qualquer coisa como: Com a vida que ele leva, também eu me portava com juizinho. Nisto, o Omnipotente fica picado e aposta cem biscas, em como Jó continuaria direito, mesmo que a vida dele desse para o torto.


Vai daí, Satanás tira ao desgraçado do Jó a sua saúde, os filhos e todo o gado (este Satanás, assim de repente, não vos faz lembrar um certo ministro, monocórdico até à medula e extremamente parecido com uma certa personagem protagonizada pelo Rowan Atckinson? Esqueçam, se calhar é impressão minha).  Mesmo assim, Jó continuou a portar-se com imenso juízo, o que é coisa que até a mim me dá nos nervos, agora imaginem ao Satanás. 


O Chifrudo não vai de modas e brinda Jó com, e passo a citar:  úlceras malignas, desde a planta do pé até o alto da cabeça. Toma lá, que já almoçaste! E mesmo assim o Jó, hirto e firme que nem uma barra de aço qual Prof. Alexandrino, continuou ali na linha, bondoso até à náusea, um verdadeiro portento. Assim, Satanás meteu a viola no saco, e Jó recebeu uma verdadeira montra de prémios à la Preço Certo : Deus devolveu a Jó em dobro a tudo quanto antes possuía de bens materiais, além de vir a ter outros sete filhos e três filhas, as quais vieram a ser consideradas como as mais belas da época. E quanto a Jó, ele viveu cento e quarenta anos, e morreu velho e farto de dias.


Pois é! É por isto que eu me sinto com uma costela de Jó. Aliás, ultimamente sinto-me com uma costela, o sistema digestivo, dois terços do sistema respiratório... Ora vejamos: o Sporting passou 18 anos sem ganhar ponta de corno, e a malta aguentou estóicamente. Acreditámos, iludidos, que nada poderia ser pior e levamos com esta magnífica Direcção e respectivo Conselho Leonino, que não são mais que úlceras malignas, desde a planta do pé até o alto da cabeça do meu amado clube.


Termino, no entanto, com uma mensagem de esperança. Creio que há uma luz ao fundo do túnel: se aguentarmos como Jó, pode ser nos seja devolvido em dobro o que antes possuíamos. Isto é, com tudo aquilo que nós, adeptos sportinguistas, temos aguentado, receberemos no mínimo o plantel do Real e do Barcelona juntos. E mais um clube de topo da liga inglesa para fazer uma equipa B. E nesse dia, pode ser que cheguem  as mais belas da época.


E porque hoje é domingo, eis o que se me oferece dizer...
 
 

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Abaixo as resoluções de Ano Novo! Precisam-se soluções para o novo ano...

 
 
 
 
 
Não me vou armar em Livro das Trombas e perguntar como está tudo, até porque não tenho nada a ver com isso. E de pessoas que se metem onde não são chamadas, está a troika cheia.
 
 
Não vou fazer nenhum balanço do passado ano, até porque o almoço soube-me bem, não tenho nenhum balde aqui à mão, e São Bento já gastou a quota de desperdício deste hemisfério, por hoje. Para coisas indigestas, já basta o Orçamento de Estado 2013 a.k.a. "Gaspar goes medieval on us".
 
 
E quanto a resoluções de Ano Novo... Pois que fruto de um Revelhão sob o tema " O Vilarinho ao pé de mim é um menino!", dei por mim a achar que as resoluções de Ano Novo são uma treta (adicionar fungadela e aqui temos o momento Jorge Jesus do post. Por muito que me custe, alegra sempre qualquer casa)! 
 
 
E perguntam-me vocês, porque é que as resoluções do Ano Novo são uma treta? Ou provalmente não perguntam, porque estão tão interessados na minha opinião, como o Eládio Clímaco na última edição da Playboy. Mas eu vou dizer na mesma, até porque sou uma pessoa dada à persistência ( o meu marido estranhamente chama-lhe teimosia, sabe-se lá porquê). Se assim não fosse, já tinha dado uma de Linda de Suza e seguido o conselho do vosso Primeiro-Ministro (sim, que ele a mim não me é nada; mais depressa punha a cruzinha no boletim de voto para eleger uma fossa asséptica).
 
 
Ora, quanto a mim, as resoluções de Ano Novo fazem tanto sentido como um camelo no Pólo Norte, como um pinguim no Sahara, como o Isaltino Morais ainda não ter mudado a residência fiscal para o Linhó, ou o Godinho Lopes para o Miguel Bombarda.
 
Que sentido faz decidir " vou deixar de fumar", exactamente na noite em que expiramos mais fumo do que uma fábrica de celulose em hora de ponta? Como levar a sério a promessa de substituir a modalidade desportiva do levantamento de copo pelo levantamento do halter, exactamente na noite em que o nosso desempenho não fica a dever nada a um Jorge Palma em noite de Globos de Ouro? Ou um Jorge Palma em qualquer outra noite, vá.
 
 
Ninguém me tira da cabeça que o Renato Seabra encomendou os testículos do Carlos Castro ao criador, fruto de uma resolução de Ano Novo. Quase que o consigo visualizar: aninhado em lençóis de cetim cor de pérola, fazendo um meigo cafuné com a mão direita na cabeça grisalha do cronista. Nesse momento, Renato pensou " Vou deixar de ser homossexual", enquanto afiava o saca-rolhas com a mão esquerda.
 
 
E sobre as resoluções de Ano Novo, eis o que se me oferece dizer...



P.S. que só será entendido pelo destinatário, pelo que não vale a pena tentar ler nas entrelinhas: És surdo, és surdo, mas abriste-me os olhos! A gerência agradece...




sexta-feira, 6 de julho de 2012

O que é que o Relvas tem que eu não tenho...






Caríssimo Reitor da Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias,

Venho por este meio solicitar a revisão do meu curriculum académico, por forma a obter a minha licenciatura sem mais delongas, isto é, sem mexer mais uma palha, nem gastar mais um tusto.


Poderá considerar o meu timing oportunista, mas tomando como exemplo o exemplar Miguel Relvas, o oportunismo por si só é coisa para me valer meia dúzia de créditos, e parecendo que não com isso arrumava pelo menos um dos exames de segunda época.


Sei que como aluna de letras, o cálculo não é o meu forte, mas isso também não impediu o Guterres de ser Primeiro Ministro, por isso adiante. Proponho então que acompanhe as minhas contas, e solicito o seu auxílio para que perceba qual a variável que me está a escapar:


- No período Pré "Canudo à La Minute" Bolonha, frequentei a universidade até ao 3º ano, sendo que a minha licenciatura tinha a duração de 4 anos. Ora, quatro menos 3 é igual a um, resto zero. Certo? Errado.


- Ao regressar, no Pós Bolonha, com 27 cadeiras feitas no bolso, a duração da licenciatura diminuída para 3 anos, sou informada que preciso de mais 2 anos lectivos, para merecer o canudo.


Fico com a sensação que puseram o meu curriculum na máquina de lavar, no programa errado, e a modos que encolheu. Terá sido isso?


Já o Relvas, com menos cadeiras que a minha mobília de sala, está licenciado. Poderá achar que a voz da inveja me dominou, mas poderei comprovar que o meu currículo lhe dará razões para, sem apelo nem agravo, resolver a questão por aqui. Vamos então a uma comparação entre esta que vos escreve e o Ministro dos Assuntos Parlamentares:


Relvas: Deputado em 7 legislaturas
EU: Presidente da Assembleia cá de casa há 12 anos, por unanimidade. É certo que o plenário é relativamente mais pequeno, mas vos garanto, mais desafiante. A aprovação da moção de censura a deixar o prato na mesa depois do jantar demorou mais que um discurso do Fidel.


Relvas: Membro do Conselho de Curadores da Fundação Luso-Brasileira
EU: Faço uma picanha com feijão preto de ir à lágrimas, já para não falar que trato as caipirinhas por "ocê". E o Pepe está no meu onze ideal para a Selecção.


Relvas: Presidente da Assembleia Geral da Associação de Folclore da Região de Turismo dos Templários
EU: Fiz parte de um grupo de dança jazz na pré adolescência, com um repertório que contemplava pérolas como Roxette e a música do final do Dirty Dancing. Quem sobrevive a isto, dá conta do Orçamento de Estado com uma perna às costas.


Relvas: Secretário-Geral da JSD
EU: Presidente da Associação de Estudantes da Escola C+S de Colares.  Não cumpri nenhuma das minhas promessas eleitorais (como o Dia Mensal de Ameaça de Bomba ou a instalação de máquinas de imperial sala sim, sala não), aproveitei-me do cargo para passar à frente na fila do refeitório, e saquei umas moedas da tesouraria quando me faltavam trocos para o tabaco. Se isto não é veia política...


Exmo., não o quero maçar com mais comparações. O Sr. Ministro tem mais 18 cargos no CV, o que tornaria demasiado exaustivo este combate. Mas caso seja necessário o knock-out final, deixe-me acrescentar o seguinte: tenho três amigos em comum no Facebook com o Jorge Silva Carvalho. E mais: num momento de aflição urinária, no W.C. do Colombo, pressionei a Judite de Sousa para se despachar.

Fico assim a aguardar o certificado de habilitações na volta do correio.  E quanto a licenciaturas a jacto, é o que se me oferece dizer...

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Expectativas...





Expectativa:        
1. Acto. ou efeito de expectar. = ESPERA

2. Esperança baseada em supostos direitos, probabilidades, pressupostos ou promessas (ex.: o livro superou as expectativas).
3. Acção. ou atitude de esperar por algo ou por alguém, observando. = ESPERANÇA
Eis senão quando vos falo num momento em que as expectativas da nação foram ao ar. A célebre frase "Jogámos como nunca, perdemos como sempre" foi hoje usurpada pela selecção Cristiano Ronaldo, também conhecida por alguns como Selecção Portuguesa.


 
Supostamente tinhamos o direito, havia uma relativa probabilidade, fiámo-nos no pressuposto, ou estávamos crentes numa silenciosa promessa que era desta que ganhávamos aos estupores dos espanhóis. Enquanto há tolice há esperança!


Sacanas das expectativas... Foram elas que nos lixaram! Não foi o Moutinho, não foi o Bruno Alves (porque raio é que no lance dos espanhóis ela bate na trave e entra, e no nosso não? Alguém me explica?).


 
Poderão pensar que é num momento de raiva insana gerada por esse fenómeno que é o Futebol, tão ou mais díficil de explicar que o do Entroncamento ( o qual desconheço mas detenho a fervorosa expectativa que é qualquer coisa de espectacular) que vos escrevo.


Não é o caso. O jogo de hoje pôs-me a pensar sobre o conceito de expectativa, provavelmente consequência deste meu momento de crise existencial (momento em que vivo actualmente em todo o seu esplendor e glória, sendo que felizmente não sou um homem careca de 40 e tais, senão já me tinha encalacrado toda para comprar um cabriolet vermelho).


E assim sendo:

Era expectável que uma democracia com quase 40 anos, não tivesse um ministro com fome de lápis azul, que utilizasse o método da D. Adozinda " Se falas da minha nora eu vou falar da tua cunhada, ó se vou".


 
Era expectável que um país que assistiu de plateia à obra do Sr. Aníbal enquanto Primeiro, não o elegesse para Presidente da República. Muito menos, DUAS VEZES (pensava eu, ingenuamente, que depois do caso W. Bush, o monopólio da estupidez estava definitivamente entregue aos americanos). A não ser que o país tenha sido atingido por um surto de amnésia, e eu se calhar nesse entretanto fui ao WC.


Era expectável que fizéssemos parte de uma União Europeia, digna desse mesmo nome, e que não vivêssemos numa espécie de apartheid onde somos todos pretensamente iguais, estrelas do mesmo céu, só que uns usam néon e outros lâmpadas de marca branca.


Não era expectável que Portugal ganhasse as meias finais, mas mesmo assim nós acreditámos e agarrámo-nos a essa esperança e esquecemo-nos da avalanche que nos está a cair em cima com a subtileza de uma bigorna.


 
Não é expectável que alguém leia estas minhas palavras, a não ser aqueles a quem implico veemente chantagem emocional. Desde já o meu muito obrigada, vocês sabem de quem é que eu estou a falar (e este foi o meu momento Octávio Machado, sempre quis ter um).


 
Expectativas à parte, daqui não saio daqui ninguém me tira. A blogosfera vai continuar a ter de levar comigo, e não há mais ditos até à morte. E que ninguém me leve a relativa probabilidade, me queira sonegar o pressuposto, ou contrarie a minha crença numa silenciosa promessa que algum dia é desta que alguém leva a sério as parvoíces que eu digo. Enquanto há tolice há esperança!


 
E sobre expectativas é o que se me oferece dizer...


sábado, 16 de junho de 2012




Daqui donde me encontro, parece-me absolutamente claro que o meu trabalho (que me dá mais ou menos o mesmo prazer que ouvir o Passos Coelho cantar), serve para pôr pão na mesa, para sustentar o tecto que cobre a mesa, e … E pouco mais, que a vida está pela hora da morte.




Daqui donde me encontro, o que mantém a minha sanidade acima da linha de água, e que evita a minha descida de divisão para um qualquer Miguel Bombarda na minha área de residência, são as palavras que V. Exas. lêem com maior ou menor prazer, dependendo do grau de alcoolémia (fica em suspenso a questão se estarei a falar do meu grau ou do vosso…).




Daqui donde me encontro, escrever é o meu tubo de escape (umas vezes mais poluente que outras, é certo) que impede que me torne numa megera odiosa e insuportável, que descarrega as suas frustrações nos elos mais fracos que estiverem mais à mão. Ou seja, se não fossem estas linhas, o meu marido e filhos ficariam sujeito ao jugo duma autêntica Merkel.




Daqui donde me encontro, posso parecer profundamente adepta das novas tecnologias, que sou, mas ver a minha verborreia impressa em papel à antiga lusitana, é para mim um autêntico Euromilhões. A ver se me faço entender, um texto meu num jornal está para mim, como o cofre da Câmara de Oeiras está para o Isaltino; como o Cristiano “ponho o meu dinheiro no bejarender” Ronaldo está para a Irina; como o “Contenente e os cubanos” estão para o Alberto João Jardim. Só que em bom...




Assim, daqui donde me encontro venho agradecer ao Jornal Daqui a imensa generosidade de publicarem os meus humildes escritos, que espero que contribuam positivamente para a publicação. Não há português que não pare quando avista um acidente, e eu estou a contar com esse lado mórbido do lusitano para aumentar as audiências. Assim, contem com uma amálgama de palavras quinzenalmente Daqui http://www.jornaldaqui.com.pt/(beliscar o lóbulo da orelha e abanar o mesmo enquanto se profere a expressão Daqui. Dá ênfase).




E sobre o Jornal Daqui, o melhor jornal do mundo e arrabaldes, é o que se me oferece dizer.





quarta-feira, 23 de maio de 2012

Primeiros-Ministros à Portuguesa



Tenho uma página em branco, mas falta-me a guitarra do Jorge Palma. E o talento dele. E a cirrose dele... Se bem que se volto a ouvir o Pinto da Costa a cantar, chego lá antes da Marta Leite e Castro encontrar o 888º "Amor da Minha Vida", e já só faltam três. Dois, desculpem, não tinha visto a capa da "Caras" desta semana. É quase tão difícil acompanhar a vida amorosa desta querida, como os movimentos da conta bancária do Isaltino Morais. Aquilo a que se chama na gíria, um entra e sai danado.


É facto, não me apetece escrever sobre nada em particular. É óbvio que o meu rating de empreendedorismo está claramente ao nível do EcoPonto. Nada que uma boa carta de demissão não resolva, segundo o nosso Primeiro-Ministro. O lema de PPC é "ser desempregado hoje em dia, nem sabes o bem que te fazia".


Mas esta ideia não é propriamente original num chefe de Governo, se bem que com remix. O nosso ex reconheceu primeiro esse oceano de oportunidades que é o desemprego... Demitiu-se, emigrou para Paris, e foi estudar filosofia, com o Alto Patrocínio da conta dos pais.


Ora, sobre este tema oferece-me dizer o seguinte

- Parece-me natural que esta decisão do nosso pseudo-Engenheiro tenha inspirado Passos Coelho. Caso contrário, o nosso actual primeiro continuava a ser Administrador/Assessor/Conselheiro/Adido de um número tão grande de empresas semi-privadas (empresa semi-privada:empresa que semi-delapida o herário público) que podíamos fazer um alfabeto temático. É que escolher um Primeiro-Ministro nestas últimas eleições, foi como escolher entre uma maçã podre e uma maçã com bicho: sorte a do Passos Coelho ter menos moscas à volta.

- Depois de um casting com artistas como Mário "Deserto" Lino e Manuel "Corninhos" Pinho, finalmente uma decisão inteligente, esta do Sr. Engenheiro. Parece-me de facto uma boa estratégia mudar de ramo, já que como político, José Sócrates lembra-me Coimbra: tem mais encanto na hora da despedida.

- Não deixa no entanto de ser irónico, como quase tudo neste cantinho à beira-mar largado. Creio que se fecha um ciclo. O pequeno José começa a vida com o Alto Patrocínio da conta de seus pais, o Engenheiro Sócrates no seu apogeu vive do Alto Patrocínio dos cofres do Estado, e agora volta à casa de Partida, com a mãe a bancar as sebentas ao Académico José.

- Percebo agora os jargões que tanto amamos "Porreiro, pá!" e "Mansa é a tua tia!" O plano Linda de Suza há muito que estava traçado, e frases como esta devem fazer o maior sucesso nas festas Erasmus. Saiu-me cá um camaleão este governante... Isto soou um bocadinho a pleonasmo, não?


E é o que temos: um demite-se, vai para o estrangeiro à procura do sentido da vida. O outro diz-nos para comemorarmos o facto do nosso patrão nos mandar à vida, comprando um bilhete de um só sentido para o estrangeiro. Tudo isto com o Alto Patrocínio do Eleitorado Português. Obrigada, Maioria Relativa. Dirijam-se ao check in mais próximo, por favor.

E sobre Primeiros-Ministros à portuguesa, é o que se me oferece dizer...

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Não passes a outro! Passa o mesmo!

Eu fiz rádio na faculdade, se é que se pode chamar aquilo que eu fazia, fazer rádio. Passo a descrever: presentear os ouvintes com uma selecção musical de bom gosto inquestionável, e intervalar essas pérolas musicais com tortura digna de um Tarrafal, isto é, a minha voz (que já ao natural é coisa para danificar os tímpanos mais sensíveis) amplificada pelas colunas espalhadas pelo campus. Ainda hoje estou convencida que aquele aumento de absentismo abrupto entre as 14:00 e as 15:00 das terças, tinha dedo desta menina. Mas adiante...
Por muitos defeitos que me pudessem apontar ao meu espaço hertziano (a lista é quase tão grande como o número de namorados da Marta Leite Castro. Bem, se calhar estou a exagerar), uma das minhas grandes preocupações era fazer boas "passagens". Nunca vos aconteceu escutar os primeiros acordes de um "Give it away" na rádio (é Red Hot Chilli Peppers, caso tenham chegado de Marte agora), aumentarem o som até o humanamente suportável, e levarem de seguida uma colisão frontal com um David Guetta featuring uma-qualquer-gaja-seminua. Tenham dó!
Caros e caras profissionais da rádio, ouçam a prece desta que vos escreve. Excluo desde já aqueles que padecem de esquizofrenia, única desculpa plausível para pôr no ar Shakira a seguir a Caetano Veloso (lá por eles serem do mesmo continente não quer dizer que a coisa corra bem). Caso ainda não teham percebido o flagelo a que sujeitam os vossos ouvintes, passo a exemplificar com uma singela analogia:
Caríssimas radialistas, imaginem o que é adormecer enroscada no peito do Johnny Deep e acordar com a cara colada nas pregas abdominais do Fernando Mendes.
Caríssimos radialistas, imaginem o que é adormecer a afagar o fio dental da Angelina Jolie e acordar a afagar o fio dental do Castelo-Branco.
Fui suficientemente gráfica? Ainda não? Imaginem-se a comer alheira com ovos moles. Estão ligeiramente nauseados? Também eu fiquei no outro dia quando ouvi Michel Teló a seguir a Pink Floyd.
E sobre "passagens", é o que se me oferece dizer...


quinta-feira, 29 de março de 2012

À procura do amor... Ou algo mais...


Não meus amigos, isto não é uma carta aberta. Não ando à procura do príncipe encantado. Felizmente, já encontrei um republicano que me encanta.

Venho hoje falar-vos sobre uma magnífica rubrica da revista fúcsia ANA. Isto sim, é serviço público, meus amigos. O El Dorado da paixão está à distância de um SMS.

Parece-me por demais evidente que a maioria dos interlocutores não é bem amor que procuram, é mais regabofe a custo zero. No entanto passo a citar alguns exemplos e tirarão as vossas próprias conclusões.

"Sexo por prazer. Convivo com meninas, senhoras e casais. Máximo sigilo. Só pessoas de nível. Margem Sul. Tlm..." Há quem faça sexo por convicção política, por obrigação contratual, por hobby, porque sim... Pois este nosso amigo de forma absolutamente inovadora, faz sexo por prazer. Ora aí está algo que nunca me tinha passado pela cabeça. Apesar de ter a seu favor o facto de ser dos que come e cala, muito gostaria que este nosso prazeroso amigo esclarecesse o conceito de pessoas de nível. Chamem-me conservadora mas o nível de alguém que responde a este tipo de anúncio está claramente abaixo da linha de água.


" Homem casado, 44 anos, muito meigo e carente, procura senhora carente, das Caldas da Rainha, Alcobaça, Leiria, que tenha carro para encontros casuais. Liga ou MMS com nome, idade, profissão. Beijo. Tlm..." É a crise meus amigos, é a crise... Se querem meiguice, têm aqui um homem à altura. Mas há que disponibilizar a logística, que as unidades hoteleiras de curta permanência, vulgo motel de beira de estrada, estão pela hora da morte. Quer miminhos, senhora carente? Traga o seu veículo de bancos rebatíveis, e venha praticar o adultério casual como se não houvesse amanhã.

"Senhora linda, com classe, 60 anos, procura senhor de nível, até 70 anos, que me ofereça uma vida confortável. Respondo só a quem tem os requisitos. Tlm..." Não só volta o conceito "de nível", como é utilizado por alguém com classe. No entanto, esta senhora além de linda é pragmática, pelo que neste caso acho que consigo perceber os conceitos. Ora vamos lá ver:
- senhora com classe: alguém que gasta o PIB do Luxemburgo num par de sapatos, sem ter trabalhado um minuto da sua vida para isso.
-senhor de nível: O otário que paga os sapatos e afins da dita senhora.


"Rui, Lisboa, procura mulher muito caseira, para namoro, que goste de cozinhar, tratar da roupa e cuidar do lar. Não a SMS, deve telefonar. Tlm..." Ó Rui, tu achas mesmo que convences alguém? Aquilo que tu queres não se chama namorada. Chama-se mulher-a-dias. Tu não andas à procura de amor, andas à procura de alguém que te passe a casa a pano, sem te levar 7,5 eur à hora.


"Sou o Manuel, solteiro, 69 anos, desejo fazer amizade com senhoras viúvas ou solteiras, dos 20 aos 72 anos. Zona de Lisboa. Tlm..." Gosto do Manuel. Ele não é dos que pesca à cana e devolve ao mar o peixe miúdo. Aqui temos um homem que atira a rede ao mar e desde que tenhas guelras, marcha. Dos 20 aos 72? O amor não escolhe idades, ou ser solteiro com 69 anos tirou-te as manias, Manuel? Tem idade para tirar a carta de condução? Marcha. O veículo que conduz é o suporte da garrafa do soro? Se tiver menos de 72, marcha também!


"Olá! Sou um homem de 34 anos, solteiro e independente, resido em Lisboa. Gostaria de conhecer uma mulher dos 30 aos 35 anos que saiba transportar a elegância das palavras. Embora a mulher tímida seja também irresistível. Sou um homem que priorizo a mulher espirituosa em conjunto com a timidez. Sou absurdamente atraído pela mulher perfumada. Tlm..." Queres o quê?? Acho que a técnica de sedução deste nosso interlocutor é confundir as mulheres até um estado de dormência tal, que deixam de ter poder de decisão. Tenho uma teoria, aqui para que ninguém nos ouve... Isto soa-me a Manuel Machadês. Estou convicta que foi o eloquente treinador de futebol que escreveu este anúncio. Refiro-me ao homem que quando quer dizer que um jogo de futebol foi bonito diz e passo a citar "No plano mais técnico, em termos da promoção da modalidade do futebol, que tão despida está de assistência, penso que hoje houve um bom jogo de futebol no plano estético" Faz sentido que para engatar uma miúda afirme "sou um homem que priorizo a mulher espirituosa em conjunto com a timidez" Só mais uma nota: Homem de 34 anos (que quase que aposto um rim que é o Manuel Machado) tu não és absurdamente atraído... És só um bocado absurdo...


Rapaz de Vila Nova Gaia, 34 anos, giro, bem alto, solteiro, gentil, doce meigo. Procuro mulher séria, simpática, mas com mamas bastante grandes. Só atendo chamadas. Tlm..." Ora cá está! Deixem-me cá partilhar mais uma teoria: Este nosso amigo "bem alto" (gosto do ênfase) quer uma gaja com mamas grandes. Não é o primeiro, não será o último, aliás faz parte dos 99,9% dos homens. Universo esse que, na minha modesta opinião, só querem um exemplar do sexo feminino com uns portentosos faróis. Não fazem questão de um sentido de humor refinado, mas não vivem sem um magnânimo par de seios. Passam bem sem uma companheira com quem possam discutir o conflito israelo-palestino, mas não dispensam uns nutritivos marmelos. Mas este nosso amigo achou que pôr um anúncio em que dissesse apenas "Quero Mamas Grandes!" era capaz de não ser boa ideia. Sensato, muito sensato!


"Rapaz solteiro, 32 anos, de Gondomar, bem constituído e alto, meiguinho. Quero mulher honesta, com seios bastante avantajados. Só atendo chamadas. Beijo doce. Tlm..." Ver teoria acima. Mais um que faz parte dos 99,9%! Adoro ter razão...

"Procuro namorada. Sou homem, 44 anos, solteiro, jardineiro municipal, tenho casa própria e carro. Moro com mãe, sou branco, gosto muito de fazer oral. Oeiras. Tlm..." Há características que algumas mulheres desejam. Há outras que deixam boa parte das mulheres felizes. Há atributos que a maioria escolhe como requisito sine qua non. Mas há uma que é o sonho de todas sem excepção, a fantasia de qualquer mulher e este homem exibe-a sem pudor. De forma corajosa, este homem clama aos quatro ventos: sou jardineiro municipal. E branco! Meninas, que querem trocar as reticências pelo contacto deste senhor: favor consultar o nº 773 da revista ANA. E não digam que vão daqui...

E sobre a procura do amor, é o que se me oferece dizer...